A recusa da concessionária do MUV (Mobilidade Urbana de Viseu), em aceitar passes gratuitos a estudantes e jovens até aos 23 anos e também a antigos combatentes, por alegada falta de pagamento das entidades competentes, leva a Comissão Concelhia de Viseu do PCP a tomar uma posição. Os comunistas, em comunicado, referem que pretendem levar o assunto à Assembleia da República, já que consideram que a mobilidade é um problema grave no concelho de Viseu, apontando falta de oferta e horários desadequados às reais necessidades da população.
Para o PCP, a situação não se resolve com entendimentos pontuais, mas sim com uma política que valorize o transporte público. Os comunistas de Viseu defendem a necessidade da criação de uma rede pública de transportes que abranja a Comunidade Intermunicipal (CIM) Dão Lafões, “não sujeita à necessidade de recurso à contratação de operadoras externas e ao serviço das necessidades da população".
“Uma rede de transportes não poluentes, tendencialmente gratuito e com um passe único dentro da Comunidade Intermunicipal”, é o que defende a concelhia do Partido Comunista, acrescentando que Viseu precisa de uma outra política de mobilidade “que esteja verdadeiramente ao serviço da população e do ambiente e que não tem tido correspondência por parte deste e anteriores executivos municipais”.
A Comissão Concelhia do PCP considera que a autoridade política em relação à política de transportes advém das opções que se tomam em cada momento, e lembra que as forças políticas com assento na CIM Dão Lafões, desde 2019, nada fizeram para corresponder às possibilidades abertas pelo Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART).