A inscrição do “Processo de Produção do Barro Negro de Molelos”, um dos produtos mais conhecidos do concelho de Tondela, no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial encontra-se em consulta pública. A nova etapa da candidatura a património imaterial nacional vai durar 30 dias.
O anúncio do arranque da consulta pública foi publicado esta segunda-feira (13 de janeiro) em Diário da República. O Património Cultural - Instituto Público terá de decidir sobre o pedido de inventariação da louça preta de Molelos no prazo de 120 dias após a conclusão do período de consulta pública.
O projeto há muito desejado por todos os oleiros e poder local surge integrado na estratégia definida pela Câmara Municipal, liderada por Carla Antunes Borges que, no presente mandato, assumiu como prioritários, na área da cultura, o conhecimento, a salvaguarda e a valorização do património cultural, natural e humano locais.
Segundo a autarquia, o pedido de inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial pretende reconhecer a relevância que esta atividade tem quer na economia local, quer no fator identitário do território.
Se a candidatura for aprovada, o concelho de Tondela passa a ter dois bens classificados como património imaterial nacional. Na última quinta-feira (09 de janeiro) a “Festa das Cruzes do Guardão” passou a estar inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
O Barro Negro de Molelos é desde março de 2024 um produto artesanal certificado, estando inscrito no Registo Nacional de Produções Artesanais Tradicionais Certificadas (RNPATC). Este processo também foi liderado pela Câmara Municipal de Tondela. Molelos tem atualmente em atividade sete oleiros que mantêm viva esta tradição secular e que fazem da localidade o principal centro da olaria negra em Portugal.