O Encontro Anual das Instituições Particulares de Solidariedade Social decorreu, esta terça-feira (05 de novembro), no Auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu.
A iniciativa, promovida pela União Distrital de Viseu das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UDIPSS), abordou vários assuntos sobre a realidade das IPSS`s, nomeadamente as dificuldades que atravessam, a importância da formação e formas de financiamento para projetos.
Celestino Martins, presidente da UDIPSS Viseu, reforçou a importância das estruturas sociais “que ajudam a transformar vidas” e que “são pilares fundamentais na promoção da coesão social”.
O responsável apontou a sustentabilidade financeira, social e ambiental como “um dos maiores desafios das instituições de solidariedade social”, defendendo a importância de manterem o equilíbrio entre as obrigações sociais e a gestão financeira. Para tal, Celestino Martins realçou a necessidade de existir uma gestão responsável dos recursos, transparência e responsabilidade, “valores que se devem preservar”.
D. António Luciano, Bispo de Viseu, realçou a importância das instituições na vida de um país e das várias comunidades onde estão inseridas, bem como na Igreja pelos serviços que prestam através da caridade.
Com experiência na área social, já que é membro da equipa da Pastoral Social da Comissão Episcopal Portuguesa (CEP), mencionou a necessidade de se acolher cada utente, como pessoa única, e que para isso deve existir proximidade entre todos os que fazem parte da estrutura da instituição. “O utente, que temos diante de nós, é uma pessoa humana que nos merece respeito e dignidade, mas cada utente é diferente, cada pessoa é única” e, por isso, é necessário conhecer-se a sua história”, disse. .
O presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas, que também discursou na sessão de abertura, disse que o Estado Central falha muitas vezes com este tipo de compromissos. “O Estado Central tem de olhar para estas instituições e vê-las exatamente como alguém que faz o papel que a ele lhe cabe. Não pode ser uma relação comercial, mas sim de agradecimento. Quem tem responsabilidades políticas, neste setor, devia vir aqui com frequência cumprimentar as pessoas e agradecer-lhes pelo trabalho feito em seu nome”, disse valorizando o contributo de cada IPSS ao serviço do próximo.
Foto: Diocese de Viseu