Os deputados do Partido Socialista (PS), eleitos por Viseu, questionaram o Governo sobre o estado de vários projetos e respostas de saúde na região, exigindo datas concretas para a entrada em funcionamento de novas valências e respostas claras para a carência de profissionais na Unidade Local de Saúde Viseu Dão-Lafões.
Em causa estão as novas instalações do Departamento de Saúde Mental e Psiquiátrica, o Hospital de Dia Oncológico e o Serviço de Radioterapia.
Armando Mourisco e Elza Pais querem saber em que ponto se encontram as obras e instalações, quando poderão efetivamente entrar em funcionamento e que meios humanos estarão disponíveis para assegurar a prestação de cuidados.
No caso da Saúde Mental, os deputados questionam a Ministra da Saúde sobre as valências que ficarão instaladas nas novas instalações e sobre o número de médicos, enfermeiros, psicólogos, técnicos superiores de saúde, assistentes técnicos e assistentes operacionais previsto.
Na área da Oncologia, exigem igualmente um calendário para a conclusão das obras e para a abertura do Hospital de Dia Oncológico e do Serviço de Radioterapia, questionando o Governo sobre a existência de eventuais constrangimentos técnicos, financeiros ou administrativos que estejam a atrasar os projetos.
Para os deputados, não basta anunciar novas respostas de saúde. É preciso dizer quando estarão disponíveis e garantir que, no dia em que abrirem, existem profissionais para as fazer funcionar em pleno.
Por isso, os deputados querem saber quantos médicos especialistas, enfermeiros, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica e restantes profissionais estão previstos para o Hospital de Dia Oncológico e para a Radioterapia, quantos já estão contratados e qual o calendário para completar as equipas.
A pergunta dirigida à Ministra da Saúde aborda ainda a carência de médicos especialistas na ULS Viseu Dão-Lafões, nomeadamente nas áreas de Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Reumatologia e Imagiologia/Radiologia.
A situação dos enfermeiros especialistas em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica merece igualmente atenção, pelo que perguntam qual o número de profissionais atualmente ao serviço, o efetivo considerado necessário e a existência de procedimentos específicos de recrutamento.