Em coprodução com o Teatro Viriato, o Museu do Falso, em Viseu, apresenta, entre as 10h30 desta sexta-feira e as 10h30 de sábado (25 e 26 de setembro), uma visita guiada ininterrupta que atravessa dia e noite, num capítulo de despedida do projeto.
"É o ano da morte do Museu do Falso." É assim que o projeto anuncia a última ação antes do desaparecimento, recuperando, a propósito, o espírito definitivo do "Manifesto Anti-Dantas", de Almada Negreiros.
sta sexta-feira e sábado, o Museu do Falso instala-se numa antiga loja da Rua Direita (número 71, atrás da estátua ao Soldado Desconhecido), em Viseu, para uma última ação que será simultaneamente visita guiada, exposição e ocupação temporária do espaço urbano. Ao longo de 24 horas, o público é convidado a atravessar o acervo e a história de um projeto que, desde 2012, tem trabalhado sobre as formas de construir, transmitir e questionar as narrativas da memória e do património.
A duração excecional da visita é também uma forma de questionar a própria experiência museológica. Para o Museu do Falso, não existem necessariamente "horas certas" para visitar ou fazer determinadas coisas. Sendo que a passagem entre dia, noite e crepúsculo permite experimentar diferentes momentos de relação com o espaço, com os objetos e com a própria cidade.
A escolha da Rua Direita recupera uma característica presente desde os primeiros momentos do projeto: a ocupação temporária de espaços comerciais e a relação direta com os territórios a que pertence, nomeadamente os centros urbanos.
Ao longo das 24 horas estarão disponíveis objetos e histórias que fizeram, poderiam ter feito ou estavam destinados a integrar o acervo do Museu do Falso desde a criação.
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