Refletir sobre a complexidade da justiça, partindo de uma perspetiva feminina e feminista, é o exercício que coloca a peça de teatro “Justiça Cega”, de Sara de Castro, que sobe ao palco do Teatro Viriato, em Viseu, na sexta-feira (13 de fevereiro), às 21h00.
Através de uma narrativa incisiva e de personagens profundamente humanas, o espetáculo convida o público a questionar até que ponto a justiça é imparcial e quem paga o preço quando deixa de o ser.
A partir da tragédia “Medeia”, do mito de La Llorona e da ficção que convoca a figura de um filicídio, o espetáculo propõe um exercício de discussão e imaginação sobre outras formas de olhar para a justiça. Através de uma dramaturgia tensa, “Justiça Cega” cruza dilemas éticos, relações de poder e fragilidades, enquanto aborda o funcionamento da justiça, os jogos de poder e as consequências humanas dos seus limites.
Com a peça, Sara de Castro abre espaço para o debate e a reflexão crítica sobre questões sociais urgentes e universais, mas também sobre a verdade que é tantas vezes construída, interpretada e manipulada.
“Justiça Cega” reforça o papel do teatro enquanto lugar de reflexão cívica e consciência coletiva, sublinhando a sua relevância cultural e social no panorama artístico atual.
Estreado no São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, o espetáculo faz a primeira paragem da digressão no Teatro Viriato, no dia 13 de fevereiro, às 21h00.
© Pedro Rosario Nunes