Armamar: protestos, greves e sindicatos são tema de exposição alusiva aos 51 anos de Abril de 1974

No âmbito das comemorações dos 51 anos do 25 de Abril, o município de Armamar acolhe a exposição “Unidos Venceremos! Protesto, Greves e Sindicatos no Marcelismo (1968-1974)”. A mostra está patente no Salão Nobre da Câmara Municipal até dia 31 de maio.
De acordo com a autarquia, a exposição destaca o papel do mundo do trabalho e do movimento sindical anticorporativo na resistência à ditadura, sublinhando o contributo decisivo das greves e dos protestos laborais para o fim do regime e a edificação do sistema democrático em Portugal.  
Com curadoria científica de José Pacheco Pereira, a mostra apresenta um levantamento rigoroso de mais de 300 episódios de contestação laboral ocorridos durante o Marcelismo, com base em documentação inédita da Legião Portuguesa e da PIDE-DGS, que permite aprofundar o conhecimento sobre os mecanismos de repressão da ditadura.  
“É ainda evidenciado o papel das mulheres trabalhadoras, com destaque para as operárias dos setores têxtil e dos lanifícios, cuja participação ativa foi determinante no movimento de contestação social e política do período”, acrescenta a autarquia de Armamar.
A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 17h00, sendo a entrada gratuita.  

Publicado por: Irene Ferreira
2025-04-14 10:34:18

 

Foto: Freepik

 


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Local/Regional

Mangualde quer estratégia 'concertada' para alavancar o turismo no concelho (c/ áudio)

Com o objetivo de se tornar  num destino turístico, Mangualde vai apostar numa estratégia que valorize a identidade local, em parceria com os agentes turísticos do concelho. As linhas gerais foram apresentadas publicamente.
O presidente da autarquia, Marco Almeida, realçou que Mangualde integra três regiões demarcadas (do Vinho do Dão, do Queijo Serra da Estrela e da Maçã Bravo de Esmolfe), tem monumentos nacionais e trabalho bem feito no agro e no enoturismo. O autarca considera que o concelho tem crescido em termos turísticos, no entanto refere que é necessário que os turistas fiquem mais tempo no território.
Marco Almeida acrescentou que o concelho precisa de aproveitar o potencial turístico e transformá-lo num destino turístico “competitivo, autêntico e sustentável”.
Para isso, a estratégia passa, também, pela criação de um Forum Turislab.
Pedro Mortágua, da empresa Cidade Social, responsável pela elaboração da estratégia, garantiu que o Forum Turislab não será apenas “mais um conselho consultivo, mas sim um laboratório que trabalhe o turismo”.
O objetivo é cruzar “a intenção e a visão dos autarcas” com as propostas de melhoria de quem está no terreno, integrando-as “num plano que, segundo Pedro Mortágua não se quer que seja um documento fechado, mas aberto e dinâmico.
O responsável avançou que uma das áreas de intervenção será a educação e a sensibilização da população para o turismo, por exemplo, com projetos nas escolas.

Local/Regional

Viseu Marca e Obras Sociais assinam protocolo para uma Comunidade Amiga na Demência

A Viseu Marca e as Obras Sociais de Viseu assinaram um protocolo de colaboração no âmbito do projeto Comunidade Amiga na Demência, com o objetivo de contribuir para uma comunidade mais informada, inclusiva e preparada para acolher e apoiar as pessoas com demência e os cuidadores.
Através da parceria, as duas entidades vão, segundo a autarquia viseense, cooperar na promoção do conhecimento e da sensibilização para a demência, através de ações de formação, iniciativas dirigidas à comunidade e da criação de redes de apoio que contribuam para combater o estigma e o isolamento social.
Em Portugal, estima-se que cerca de 7% da população com mais de 65 anos viva com demência. No concelho de Viseu, esta realidade poderá afetar entre 1.500 e 1.600 pessoas, segundo as estimativas constantes do protocolo, baseadas na prevalência nacional e nos dados demográficos do concelho.
Perante o previsível aumento do número de pessoas afetadas nas próximas décadas, a sensibilização da comunidade e o combate ao isolamento social assumem particular importância na promoção da inclusão e da qualidade de vida das pessoas com demência e dos seus cuidadores.

Local/Regional

Mangualde: Feira do Pão e dos Produtos da Terra decorre, no domingo, em Corvaceira

A aldeia de Corvaceira, no concelho de Mangualde, recebe, no domingo (18 de outubro), a 5ª edição da Feira do Pão e dos Produtos da Terra, uma iniciativa dedicada à valorização dos produtos tradicionais, dos sabores locais e das tradições da região.
O certame, promovido pela União de Freguesias de Tavares, apresenta um programa diversificado, que combina gastronomia, convívio, solidariedade e animação musical. As atividades têm início às 9h30, com a abertura oficial da feira, seguindo-se um workshop dedicado à produção de pão caseiro. Pelas 10h30, acontece uma caminhada solidária a favor da ASSOL, precedida de um aquecimento com uma aula de Zumba.
Às 11h30, está prevista a receção aos participantes da caminhada, com pão quente.
Durante a tarde, a animação continua com a atuação do grupo “Replay” e dos “Band of Brothers”. O encerramento da feira está agendado para as 19h00.

Local/Regional

Mortágua Jazz Fest propõe yoga e jazz ao vivo, neste domingo

O Mortágua Jazz Fest tem início, neste domingo (18 de outubro), com uma experiência imersiva e inovadora que junta yoga e música jazz ao vivo. Na terceira edição, o Mortágua Jazz Fest é uma iniciativa do Município de Mortágua inserida no plano cultural anual, oferecendo propostas ao público em várias áreas artísticas, desde a música, dança, teatro, stand up comedy, entre outras.
O programa deste domingo arranca com uma aula de yoga acompanhada por música jazz ao vivo, a decorrer na Biblioteca Municipal. A sessão, com início às 10h30, propõe um encontro entre a prática de yoga, conduzida por Rita Alves, e a música ao vivo de Rui Veiga e Luís Formiga.  À tarde, é a vez do projeto musical Azul Piscina, do viseense Miguel Rodrigues, subir ao palco do Centro de Animação Cultural.  
O Mortágua Jazz Fest tem continuidade no mês de novembro (em data a divulgar oportunamente) com o espetáculo “Às Voltas no Loop”, apresentado por um coletivo formado por Gonçalo Guiné (voz, rimas e batidas), Filipe Fidalgo (saxofone e eletrónica), Filipe Furtado (teclados) e Paulo Silva (bateria).

Desporto

Viseu: Sanguinhedo de Côta espera mais de 200 pessoas para a 2.ª Caminhada do Freixo, no domingo

A 2.ª edição da Caminhada do Freixo, em  Sanguinhedo de Côta, concelho de Viseu, acontece no domingo (18 de outubro), com mais de 200 participantes. Organizada pela Comissão de Festas da Senhora do Freixo 2027, a caminhada pretende promover a atividade física, o convívio e a valorização do património natural e rural.
O ponto de encontro está marcado para as 9h00, na Associação “As Pastorinhas de Côta”, com saída às 10h00. Após a caminhada, o programa prossegue com um almoço de convívio e animação musical durante a tarde.
Integrada no conjunto de iniciativas de preparação das Festas da Senhora do Freixo 2027, esta segunda edição reforça, segundo a organização, o envolvimento da comunidade e a capacidade de atrair participantes à freguesia de Côta.

Opinião/Editorial

Opinião: 'A ética revela-se quando o resultado não nos favorece', por Vitor Santos

Ser Embaixador do Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED) é muito mais do que divulgar uma mensagem. É assumir um compromisso com as pessoas e com os valores que dão sentido ao desporto. Uma missão que abraço com convicção, porque acredito que vale a pena lutar por um desporto mais humano, justo e respeitador.
Falar de ética é importante, mas praticá-la quando as coisas correm mal é o verdadeiro desafio. É fácil defender valores quando ganhamos. A dificuldade surge quando perdemos, quando somos contrariados ou quando sentimos que fomos prejudicados.
A frustração faz parte da competição. Nem sempre ganhamos, nem sempre somos melhores e nem sempre as coisas acontecem como desejamos. O problema começa quando transformamos uma derrota numa tragédia, um erro numa acusação ou um resultado numa medida do valor de uma pessoa.
O que muitas vezes rotulamos de insucesso não é mais do que o facto de o adversário ter sido melhor do que nós.
Precisamos de aceitar esta realidade e de ensinar os mais jovens a lidar com ela, sem humilhações nem dramatismos. Os erros e os fracassos fazem parte do crescimento. Em vez de procurarmos culpados, devemos procurar soluções, aprender e melhorar.
Treinadores, dirigentes, árbitros, pais e adeptos têm uma enorme responsabilidade. As crianças precisam de aprender, experimentar, errar e voltar a tentar. Precisam de exigência, mas também de compreensão. O desenvolvimento de um jovem atleta não se mede apenas pelos resultados, mas também pela pessoa que se torna ao longo do percurso.
Infelizmente, ainda confundimos paixão com agressividade, exigência com humilhação e defesa de um clube com o ataque aos outros. Apoiar uma equipa, vibrar com uma vitória e sofrer com uma derrota fazem parte do desporto. Insultar, ameaçar ou desrespeitar não.
Uma palavra de incentivo pode dar confiança a uma criança. Um insulto pode ficar-lhe na memória durante anos. Quando o medo de falhar ou de desiludir os adultos se torna maior do que a vontade de jogar, temos de parar e refletir. Alguma coisa está errada.
Não podemos exigir fair play aos atletas se, nas bancadas, damos o exemplo contrário. Não podemos pedir respeito às crianças se somos os primeiros a insultar. E não podemos falar de formação enquanto valorizarmos mais o resultado do que a educação. A mudança começa em cada um de nós, nas palavras que escolhemos, nas atitudes que assumimos e no exemplo que damos.
Precisamos de um desporto acolhedor, seguro e festivo, onde a vitória não justifique tudo e a derrota não seja uma vergonha. Um espaço onde saibamos reconhecer o mérito do adversário e compreender que nem todas as decisões desfavoráveis são injustiças.
A ética não se proclama apenas nos discursos. Demonstra-se nas atitudes, nas decisões e na forma como tratamos os outros, sobretudo quando perdemos ou quando ninguém está a ver.
Continuarei a defender um desporto onde as crianças possam crescer sem perder a alegria de jogar. Porque o resultado passa. A formação fica. E, no final, tão importante como o desportista que ajudámos a formar é a pessoa que ajudámos a construir.

Vitor Santos | Embaixador do Plano Nacional de Ética no Desporto

 

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