“Um Republicano na Mira da PIDE” é o título do mais recente livro de Acácio Pinto, cuja apresentação acontece na tarde de domingo (18 de outubro), na Biblioteca Municipal de Sátão. A obra é inspirada na vida de Júlio Calisto, advogado natural do concelho de Sátão e opositor ao Estado Novo. Trata-se de um romance histórico-biográfico que retrata um homem inspirado numa vida marcada pela injustiça, pela coragem e pela recusa em se vergar à ditadura.
“Há livros que nos levam a lugares distantes. Outros fazem-nos regressar às nossas origens, às nossas terras e às histórias que nelas ficaram por contar. É também isso que acontece com este romance histórico-biográfico que chega agora a Sátão, o concelho onde nasceu, em 1897, a figura que inspirou esta narrativa: Júlio Calisto”, refere Acácio Pinto.
A apresentação, às 15h30, será feita por Carlos Almeida.
A Junta de Espinho, no concelho de Mangualde, está a apostar em encontros descentralizados pelas aldeias da freguesia, com o objetivo de facilitar o contacto com o executivo. A iniciativa é designada de “Junta de Portas Abertas”.
A sede da junta está localizada distante das aldeias, o que, por vezes, segundo o presidente Bruno Pinto, dificulta o acesso da população. O objetivo passa por mostrar aos fregueses que o executivo está próximo e que pretende ouvi-los sobre as necessidades sentidas e possíveis soluções.
Neste sábado, a primeira reunião acontece em Água Levada, pelas 20h30, na associação local, como dá conta Bruno Pinto.
O Centro Regional de Viseu da Universidade Católica Portuguesa (UCP) assinalou o início do ano letivo com a celebração da Eucaristia, presidida pelo Padre Jorge Carvalhal, Vigário-Geral adjunto, acompanhado pelo Diácono Tiago Rio, Capelão da instituição.
Durante a celebração, foram benzidas as toucas dos alunos do 4.º ano do Mestrado Integrado em Medicina Dentária, que iniciam agora uma nova etapa da formação, com o início da atividade prática em contexto clínico. Na homilia, o Capelão convidou os estudantes a “abrirem o coração ao Espírito Santo”, para que este os ajude a orientar o seu percurso académico e profissional.
Terminada a Eucaristia, o professor Nélio Veiga, coordenador do Mestrado Integrado em Medicina Dentária, procedeu à entrega das toucas aos estudantes. Na intervenção, destacou as condições em que os alunos vão iniciar a parte prática. “Vão iniciar esta etapa numa clínica completamente requalificada, com a aquisição de 35 novos equipamentos dentários. Este investimento traduz a importância que a Faculdade atribui à qualidade da vossa formação e às condições em que os nossos pacientes são recebidos e tratados”, afirmou.
O responsável explicou que a renovação integra o processo de inovação pedagógica em curso na Faculdade, assente no recurso às tecnologias digitais e numa ligação cada vez mais estreita entre o conhecimento, a prática clínica e a aprendizagem.
Também Aires do Couto, pró-reitor do Centro Regional de Viseu da UCP, destacou o investimento realizado na requalificação, incluindo as áreas pré-clínica e clínica, que passam agora a ser utilizadas pelos alunos do 4.º ano.
O pró-reitor salientou ainda que a Faculdade de Medicina Dentária da Católica em Viseu dispõe dos “equipamentos mais modernos do país e dos mais modernos da Europa”. Os estudantes vão agora utilizar, pela primeira vez, as novas cadeiras da clínica, num processo de requalificação e modernização que também teve como alvo os espaços destinado às pós-graduações, num investimento superior a 2,6 milhões de euros.
O Município de Mangualde deu a conhecer, esta quinta-feira (15 de outubro), a programação da edição este ano da Feira dos Santos, agendada para os dias 7 e 8 de novembro, mas a abertura oficial acontece no dia 6, ao final da tarde, no Mercado Municipal.
O programa promete destacar os produtos locais, a gastronomia, o artesanato, a atividade agrícola e a animação de rua. Uma vez mais, a feira vai estender-se por vários espaços da cidade, com iniciativas dirigidas a diferentes públicos e setores de atividade.
No Largo Dr. Couto, a Mangualde Regional dará destaque à exposição e venda de artesanato e produtos, enquanto a Mostra das Freguesias irá promover os produtos locais, a degustação e a animação. A vertente agrícola estará também em evidência com a Agromangualde, na Avenida Nossa Senhora do Castelo, onde estarão presentes máquinas, alfaias e produtos agrícolas, viveiros e animais.
O programa inclui ainda o IV Concurso Concelhio de Ovinos da Serra da Estrela de Mangualde e a Exposição Canina do Cão da Serra da Estrela, no Mercado Municipal.
A componente empresarial estará representada pela Mangualde Industrial, com uma mostra do tecido empresarial, na Avenida Nossa Senhora do Castelo. No mesmo eixo, a Mangualde Motor reunirá concessionários de automóveis, motociclos e quadriciclos, incluindo carros de competição.
A Feira das Febras, no Largo das Escolas e junto ao Mercado Municipal, completará a oferta com restauração típica, reforçando a ligação do evento à gastronomia e aos sabores tradicionais.
A 2.ª fase da Área de Acolhimento Empresarial de Lordosa, no concelho de Viseu, vai avançar, depois de o executivo da da Câmara Municipal ter aprovado a aquisição de novas parcelas na zona industrial. A autarquia pretende agora apresentar uma candidatura a fundos comunitários.
Trata-se de um investimento de 11 milhões de euros para criar 26 lotes em 36 hectares, como deu conta João Azevedo, o presidente do município viseense.
Os 26 novos lotes juntar-se-ão aos 14 que foram já disponibilizados e vendidos em hasta pública numa primeira fase.
Segundo a autarquia, o investimento de 11 milhões nesta 2ª fase prevê a aquisição de parcelas, bem como a construção de infraestruturas e a consequente criação das condições essenciais à boa instalação e funcionamento das futuras empresas, nomeadamente a rede viária, as infraestruturas elétricas, hidráulicas, de gás e telecomunicações e a arquitetura paisagística.
"Para além de aumentar a oferta de espaços qualificados para a instalação de empresas, este investimento pretende impulsionar a criação de emprego, gerar novas oportunidades profissionais e dinamizar a economia local e regional", refere.
(Áudio cedido por António Arede)
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A “Arte de Construções de Pedra Seca na Serra do Caramulo” foi inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI), em regime de salvaguarda urgente. A classificação foi publicada, esta semana, em Diário da República por proposta do Departamento de Bens Culturais do Património Cultural.
A inscrição resulta de um trabalho liderado pelo Município de Tondela a que se juntaram também os concelhos vizinhos de Vouzela, Oliveira de Frades, Mortágua e Águeda, cuja área territorial é também abrangida pela Serra do Caramulo.
O anúncio publicado em Diário da República salienta que a inscrição destaca “a importância da Arte de Construções de Pedra Seca enquanto reflexo da identidade das comunidades da Serra do Caramulo, grupos e indivíduos que a praticam; a relevância da sua dimensão histórica, social e cultural na área territorial em que se insere; e a necessidade de proteção e promoção dos contextos de transmissão de saberes e conhecimentos implicados, que apresentam, atualmente, elevados riscos e ameaças à sua continuidade”.
O mesmo documento realça ainda “a urgência no desenvolvimento de medidas de salvaguarda que garantam a viabilidade futura da arte em apreço, assim como a capacitação e valorização das comunidades, grupos e indivíduos associados; e a articulação desta prática com as exigências de desenvolvimento sustentável no território e respeito pelos direitos, liberdades e garantias de todos os envolvidos”.
A presidente da Câmara de Tondela, Carla Antunes Borges, não esconde o contentamento com esta nova inscrição no INPCI, que vem ajudar a promover e a salvaguardar um elemento ainda muito presente na paisagem serrana e de todo o concelho.
Segundo a autarquia de Tondela, o próximo passo é avançar com a inclusão das Construções de Pedra Seca do Caramulo na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, que foi classificada em 2018 e que na altura juntou Chipre, Croácia, Eslovênia, Espanha, França, Grécia, Itália e Suíça.
A ideia passa por requerer junto destes oito países, a inclusão das construções de pedra seca do Caramulo no consórcio europeu.
Passam esta quinta-feira nove anos sobre uma das maiores tragédias dos incêndios florestais em Portugal. Os fogos de 15 e 16 de outubro de 2017 provocaram cerca de 50 mortos, dezenas de feridos, centenas de habitações destruídas, assim como empresas e outros estragos em dezenas de concelhos da região Centro.
A 15 de outubro de 2017, centenas de incêndios deflagraram em várias zonas de Portugal, num dia que ficou marcado pela violência das chamas e pela dificuldade em controlar a propagação das mesmas. Na região Centro, os distritos de Coimbra, Viseu, Leiria e Castelo Branco foram os mais afetados. Entre os concelhos mais fustigados estiveram Mangualde, Nelas, Vouzela, Santa Comba Dão, Tondela, Seia, Oliveira do Hospital, Arganil, Penacova, entre outros.
A dimensão da catástrofe foi agravada pelas condições meteorológicas extremas, com temperaturas elevadas, baixa humidade e ventos fortes. Segundo o relatório da Comissão Técnica Independente, os incêndios de outubro atingiram mais de 220 mil hectares de território na região Centro, incluindo extensas áreas florestais.
Nesta quinta-feira, nove anos depois, as vítimas voltam a ser recordadas.
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